Módulo de Gestão Financeira

08 e 15/09

De acordo com o nosso calendário, hoje (08/09) faremos a reposição do dia 26/05

O que veremos:

1 – Revisão de matemática

2 – Direito tributário

3 – Contas a pagar e receber: duplicatas, promissórias, cheques, crédito, débito, meios de pagamentos

4 – Nfe e Nfc-e.


1- REVISÃO DE MATEMATICA BÁSICA

Deixe as respostas nos comentários (vale 0,5 pt cada questão)

QUESTAO 1

Uma familia entrou em um restaurante e consumiu 2 pizzas, 1 refrigente de 2 litros, e 4 sonhos de valsa. Sabendo que o responsavel pagou com uma nota de R$ 100,00, qual o valor do troco (valor do refrigerante é R$ 6,50; pizza R$ 19,90; sonho de valsa R$ 0,79)?

QUESTAO 2

Calcule:

a) 200 + 0,00356

b) 152,80 + 0,00023

c) 100,01 + 10

d) 5% de 3.000

e) 250 – 2,5%


2 – DIREITO TRIBUTÁRIO

Direito Tributário ou Direito Fiscal, nada mais é do que o conjunto de leis que regulamentam o arrecadamento dos tributos assim como a sua fiscalização. É uma parte jurídica que estabelece suas inclusões entre o Estado e os contribuintes com relação à arrecadação dos tributos.

Entende-se como tributos todo pagamento pecuniário obrigatório, que não seja concebido como uma ação desonesta ou sanção. É constituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa vinculada de forma plena. Taxas, impostos e contribuições de melhoria são entendidas como tributos.

O Direito Tributário cuida das normas e princípios sobre a obrigação e a arrecadação dos tributos, de forma a considerar sempre a relação tributária (jurídica) em que as partes – setores públicos e privados e os contribuintes e o fato jurídico (gerador dos tributos). Visa fiscalizar (emissão de notas fiscais) e incidir a obrigação tributária – entrega do dinheiro aos cofres públicos.

A Constituição Federal trata da questão tributária de forma geral. Sua forma mais compreensiva encontra-se na lei complementar, conhecida como Código Tributário Nacional. Na Constituição Federal o sistema tributário é abalizado no Título VI – da tributação e do orçamento – esclarecidos pelos artigos 145 a 169. O Direito Constitucional e o Direito Tributário possuem uma ligação muito forte, principalmente quando se refere aos direitos individuais.

Mas o princípio fundamental do sistema tributário está sobre a sua legalidade, que pode ser melhor apreendido no artigo 150 do Código Tributário Nacional:

“Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.”

Assim sendo, o Direito Tributário é responsável com exclusividade sobre a figura jurídica e os efeitos presentes no Código Tributário Nacional, assim como a seu aproveitamento. Tem como função dar explanações corretas e aplicabilidades para com a sociedade, de maneira a solucionar problemas resultantes da sua explanação para os sujeitos físicos e jurídicos, jamais se esquecendo dos direitos e garantias individuais.


O tributo
Para definir com maior precisão o termo tributo, devemos destacar que há três variedades do mesmo: imposto, contribuição e taxa. Assim, o tributo não deixa de ser um termo genérico para referir a qualquer um destes três significados, mas que possuem suas próprias características diferenciadas.

Desta maneira, seguindo a definição dada pela doutrina jurídica, o imposto é um tributo que não gera uma compensação direta por parte do Estado ao contribuinte (por exemplo, o imposto sobre a renda de pessoas físicas). Enquanto isso a contribuição gera uma série de benefícios, neste caso, em forma de atividades estatais e obras públicas (por exemplo, a contribuição para o recolhimento do lixo). E finalmente, a taxa é também um tipo de tributo cuja obrigação gera uma série de benefícios para o contribuinte, mas neste caso, diferentemente da contribuição, a prestação é individualizada como acontece com o pagamento de taxas universitárias obrigatórias para estudar uma profissão.

Os vários ramos do direito tributário
– Direito tributário material: ramo básico do direito tributário que estuda o nascimento de uma obrigação tributária, sua extinção e os mais variados elementos que a compõe, assim como outras questões sempre relacionadas à obrigação tributária.

– Direito tributário formal: analisa como aplicar a regra em casos específicos segundo suas características diferenciadas. Fundamental para detectar os possíveis sonegadores fiscais.

– Direito penal tributário: é responsável pela regulação jurídica das infrações fiscais e como devem ser sancionadas.

– Direito constitucional tributário: estuda as normas através do fundamento do exercício do direito tributário, assim como a divisão da concorrência entre os diferentes níveis estatais em países com um governo de regime federal.

– Direito internacional tributário: é responsável pelo estudo da aplicação das normas tributárias entre diferentes países para evitar problemas como a dupla imposição ou a evasão fiscal.

– Direito processual tributário: regula as disputas que surgem entre a administração e contribuinte.


3 – CONTAS A PAGAR E RECEBER

Contas a pagar significa o dinheiro que a empresa deve a alguém, como por exemplo, dívidas para com os fornecedores na compra de matéria-prima e obrigações para com o governo no pagamento de tributos. Já contas a receber significa a quantia de dinheiro que devem a empresa, por exemplo, compras feitas por clientes. O mesmo conceito pode ser usado para as pessoas comuns. Contas a pagar seriam as despesas, as dívidas de certa pessoa para com alguém e contas a receber seriam os valores que certo alguém está devendo para tal pessoa.

Por isso as empresas fazem fluxos de caixa para ter controle sobre as despesas e receitas de modo a evitarem surpresas e poderem tomar decisões estratégicas para controle e até diminuição dos custos. Por ser de grande importância, o controle financeiro da organização precisa ser feito por pessoas especializadas que fazem uso de ferramentas especializadas, já que este controle de receitas e despesas é vital para a sobrevivência da empresa.

Por conseguinte, quando se refere à pessoa física, o controle dos gastos também é essencial para se evitar surpresas no fim do mês. Por isso, também é recomendável que as pessoas façam um controle financeiro das suas contas, sejam elas contas a pagar ou a receber.

Para todo esse controle, há ferramentas eletrônicas que auxiliam o processo, que vão desde planilhas simples até sistemas de controle financeiro complexos, logo cabe a pessoa física ou jurídica, buscar aquele instrumento que melhor atenda as suas necessidades pessoais ou necessidades da sua organização, respectivamente.

duplicata

A duplicata é uma ordem de pagamento emitida pelo credor, ao vender uma mercadoria ou serviço que prestou e que estão representados em uma fatura, que deve ser paga pelo comprador das mercadorias ou pelo tomador dos serviços. Uma duplicata só pode corresponder a uma única fatura e deve ser apresentada ao devedor em no máximo 30 dias.

A Nota Promissória é um título de garantia de compromisso de pagamento, em que o comprador assume a obrigação de pagar o valor estabelecido, na data determinada no documento. É uma promessa de pagamento parcelado, vinculada a um contrato. É um título nominal, assinado pelo comprador, que fica de posse do vendedor e que após o pagamento devolve ao comprador, como recibo do pagamento.

Duplicata virtual

Com a informatização as duplicatas virtuais encontraram respaldo legal no artigo 8º, parágrafo único, da lei nº 9.492/97 e no artigo 889, do CC – 2002.

Quando o contrato de compra e venda ou de prestação de serviço é concretizado, o vendedor, pela internete, emite a uma instituição financeira os dados referentes ao negócio realizado. A instituição financeira, também pela internete, encaminha ao comprador ou tomador de serviço, um boleto bancário para que o devedor pague a compra. Esse boleto não é um título de crédito ele contém as características da duplicata vitual.

Cheque

É uma ordem de pagamento à vista expedida contra um bancosobre fundos depositados na conta do emitente.

É uma ordem de débito emitida pelo titular da conta bancária, usado para quitar um pagamento determinado.

Pode ser nominal ou ao portador. O nominal é aquele que  só pode ser descontado pela pessoa que foi nominalmente declarada no corpo do cheque. Ao portador é o que não recebeu nominalmente a destinação, podendo ser descontado por qualquer portador.

Cheque cruzado é aquele sobre o qual se traçam ou carimbam duas linhas em diagonal, o que significa que ele não poderá se descontado diretamente no banco e sim depositado em uma conta corrente para posterior compensação.

Cheque sem fundo é aquele cheque que foi emitido sem o correspondente saldo bancário na conta do emitente, que permita a sua compensação. Tal procedimento é considerado estelionato pelo código penal.

O que é o pagamento em espécie?

Portanto o termo “em espécie” é usado quando se quer dizer que apenas é aceito dinheiro e nada mais que possa ser trocado por dinheiro. Todas as outras formas de pagamento não são efetivamente dinheiro, mas formas de representação do dinheiro. No pagamento em espécie apenas a moeda em sua forma padrão é aceita.

Em algumas situações em que pode haver dúvidas, o termo significa também que se trata da moeda local do país. Caso não seja dito o contrário, entenda que pagamento em espécie é na moeda do país em que se negocia. Especialmente ao usar dinheiro no exterior pode surgir esta dúvida e é sempre bom perguntar para ter certeza.

Como os meios de pagamento alternativos ao dinheiro em espécie estão cada vez mais confiáveis, são raros os casos em que transferências bancárias, cartões de débito ou outras formas de pagamento à vista não são aceitos.

Tome cuidado com situações em que há exigência de pagamento em espécie pois isto pode ser um indício de sonegação de algum imposto ou mesmo alguma ação ilegal. Rastrear dinheiro em espécie é sempre mais difícil do que rastrear transações eletrônicas, cheques ou notas promissórias! Isto torna a fiscalização de qualquer negociação mais difícil!


4 – NF-e e NFC-e

Qual a diferença entre esses documentos

O processo de funcionamento de ambas é similar. Elas consistem em um documento fiscal eletrônico, transmitido pelo estabelecimento comercial para a Secretaria da Fazenda pela internet. O contribuinte deverá ter um certificado digital, que será utilizado para assinar digitalmente e garantir a autoria do emissor do documento fiscal. O emitente faz a solicitação do documento fiscal à SEFAZ, que faz uma pré-validação das informações e devolve um protocolo, que na prática é uma autorização para a geração do documento eletrônico. Em ambas há regras de contingência, no caso de falta de conexão com a SEFAZ.

Ambos os modelos de nota fiscal também permitem a sua visualização através de um documento auxiliar chamado de DANFE para a NF-e e de DANFE-NFC-e para a NFC-e. Eles são uma representação gráfica simplificada do documento fiscal, impresso em papel comum, em uma via e contêm a chave de acesso para consulta na Internet. Esse documento auxiliar não é uma nota fiscal. Ele serve para acompanhar o trânsito da mercadoria e como instrumento auxiliar para consulta e confirmação da efetiva existência do documento fiscal através do Ambiente Nacional (RFB) ou site da SEFAZ na internet.

A NFC-e, Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica, restringe-se a acobertar vendas ao consumidor final e vem para substituir o documento fiscal emitido pelo ECF, o cupom fiscal. Entrou recentemente em operação em vários Estados e tem cronograma de implantação de acordo com a legislação específica de cada unidade da Federação. Para entender as soluções fiscais para o ponto de venda permitidas para o varejo no Brasil, veja o post “O que é PAF-ECF, SAT e NFC-e?”.

Por outro lado, a NF-e, Nota Fiscal Eletrônica, atende a todas as outras situações possíveis, desde as operações de compra e venda, até as operações de devolução ou transferência de mercadorias, exportação, etc. Ela veio em substituição às antigas notas fiscais impressas modelos 1 e 1A.


ATIVIDADE

1 – Quais os níveis organizacionais de uma empresa?

2 – O que é missão, visão e valores ?

3 – Explique a diferença entre GESTÃO e CHEFIA

4  – Explique os 4p’s do Marketing

5 – Escolha a opção que contenha somente ferramentas da qualidade:

  1. Folha de verificação, diagrama de pareto e folha de rosto.
  2. Diagrama de Ishikawa, diagrama de pareto e histograma.
  3. Histograma, painel de controle e diagrama de pareto.

6 – Explique as funções e importância do Livro Caixa?

7 – Propaganda não tem finalidade comercial e publicidade é a arte de despertas o desejo de compra. Verdadeiro ou Falso?

(   ) Verdadeiro

(   ) Falso

8 – Selecione a opção com os 3 tipos de lideranças existentes:

  1. Liderança autocrática, democrática e liberal.
  2. Liderança democrática, socialista e liberal.
  3. Liderança autorizada, democrática e liberal.

9 – Calcule:

  1. R$ 1.245,34 + R$ 0,32
  2. R$ 0,23 + R$ 0,02
  3. 0,002 + 11,001
  4. 8% de R$ 957,00
  5. 11% de R$ 957,00

10 – O que é e para que serve o Direito Tributario?

11 – O que é e para que serve o setor de RH de uma empresa?

12 –  Defina os termos:

  1. Links patrocinados:
  2. Google ADS:
  3. Fanpage:
  4. WordPress:

5 – ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO

1 – INTRODUÇÃO

A administração do capital de giro é fator decisivo nas finanças das empresas, pois, a saúde financeira de qualquer empresa depende do mesmo e uma administração inadequada desse capital resultará em sérios problemas financeiros, causando posteriormente uma situação irreversível. “O estudo do capital de giro é fundamental para a administração financeira, porque a empresa precisa recuperar todos os custos e despesas (inclusive financeiras) incorridos durante o ciclo operacional e obter o lucro desejado…” (HOJI, 2004, p. 117).

1.1 – O TERMO GIRO: definições e conceitos

De acordo com Assaf Neto e Silva em seu livro Administração do Capital de Giro que é à base deste artigo, “o termo giro refere-se aos recursos correntes (curto prazo) da empresa, geralmente identificados como aqueles capazes de serem convertidos em caixa no prazo máximo de um ano.” Os elementos de giro estão no ativo circulante e no passivo circulante, ou seja, no curto prazo.
O capital de giro ou capital circulante é representado pelo ativo circulante, isto é, pelas aplicações correntes, identificadas comumente pelas disponibilidades, valores a receber e estoques. O capital de giro pode ser segmentado em fixo (ou permanente) e variável (ou sazonal). “Num sentido mais amplo, o capital de giro representa os recursos demandados por uma empresa para financiar suas necessidades operacionais identificadas desde a aquisição de matérias-primas (ou mercadorias) até o recebimento pela venda do produto acabado.” (NETO; SILVA, 2009, p. 15)
O capital de giro permanente refere-se ao volume mínimo de ativo circulante necessário para sustentar a empresa em condições normais de funcionamento. Já o capital de giro variável, é definido pelas necessidades adicionais e temporais de recursos verificadas em determinados períodos e motivadas, principalmente, por compras antecipadas de estoque, por maiores vendas em certos meses do ano etc. Estas operações causam modificações temporais no circulante, e são, por isto, nomeadas de sazonais e variáveis.
A administração do capital de giro diz respeito à administração das:

“contas dos elementos de giro, ou seja, dos ativos e passivos correntes (circulantes), e às inter-relações existentes entre eles. Neste conceito, são estudados fundamentalmente o nível adequado de estoques que a empresa deve manter, seus investimentos em créditos a clientes, critérios do gerenciamento de caixa e a estrutura dos passivos correntes, de forma consistente com os objetivos enunciados pela empresa e tendo como base a manutenção de determinado nível de rentabilidade e liquidez.” (NETO; SILVA, p. 15)

1.2 – CCL

O capital de giro (circulante) líquido – CCL – é obtido pela diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante e significa a folga financeira da empresa. Dentro de um conceito mais rigoroso, o CCL representa o volume de recursos de longo prazo (exigibilidades e patrimônio líquido) que se encontra financiando os ativos correntes de curto prazo.

1.3 – IMPORTANTES CARACTERÍSTICAS:

• Sincronização Temporal: os elementos que compõem o ativo circulante não costumam apresentar sincronização temporal equilibrada em seus graus de atividades, ou seja, produção, venda e cobrança. Por exemplo, se todas as vendas fossem realizadas a vista, não haveria necessidade de investimentos em valores a receber. É necessário obter uma eficiente gestão de recursos para efetivar o controle do capital de giro, maximizando os retornos e minimizando os custos.
• Curta duração e rápido convertimento de seus elementos em outros do mesmo grupo, e a consequente reconversão. Por exemplo, o caixa é diminuído por compras de estoques e os estoques são transformados em vendas; se as vendas forem à vista, aumenta o disponível, mas se forem realizadas a prazo, a conta de valores a receber é alterada, transformando-se em disponível quando acontecer o recebimento; e assim por diante.

1.4– CICLO OPERACIONAL

Uma boa administração do capital de giro envolve colocar em alta rotação (giro) o circulante, que se inicia desde a aquisição de matéria-prima (ou mercadoria) e se finaliza no recebimento pela venda do produto. O ciclo operacional incorpora sequencialmente todas às fases operacionais presentes no processo empresarial de produção (ou aquisição), venda e recebimento e representa o intervalo de tempo em que não há entradas de recursos financeiros na empresa.
De acordo com Masakazu Hoji em seu livro Administração Financeira: uma abordagem prática, “o ciclo operacional é a soma do prazo de rotação dos estoques e prazo de recebimento da venda”.
Cada uma das fases operacionais apresenta uma determinada duração: a compra de matéria-prima (ou mercadoria) denota um prazo de estocagem; a fabricação (em caso de uma empresa industrial), o tempo que se gasta para transformar os materiais em produtos acabados; os produtos, o prazo necessário à venda; e o recebimento, o período de cobrança das vendas realizadas vendas realizadas a prazo. É importante ressaltar que as fases existem de acordo com as características operacionais de cada empresa, ou seja, se as vendas forem realizadas a vista, o prazo médio de cobrança é considerado nulo. Então, quanto mais longos forem os períodos dos prazos operacionais, maior será, a necessidade de recursos para financiar o giro da empresa. O ciclo operacional varia de empresa para empresa, umas com prazo inferior a um ano e outras com prazos mais longos, exigindo a presença de volume maior de financiamento de capital de giro e varia também de acordo com a fase operacional. Por exemplo, a estocagem de matérias-primas (ou mercadorias) e as vendas a prazo são fases que poderão receber uma determinada parcela de financiamento proveniente de créditos de compras a prazo de fornecedores e de descontos de duplicatas. Para as outras fases operacionais devem ser reservados recursos financeiros de outras origens.
Outro ponto importante a ser ressaltado é que as necessidades financeiras de cada fase operacional não são constantes ao longo do tempo, isto é, o investimento exigido no período de estocagem é menor que o do período de vendas e cobranças, em virtude de custos e despesas.

1.5 – CICLO FINANCEIRO

Segundo Assaf Neto e Silva, “o ciclo financeiro mede exclusivamente as movimentações de caixa, abrangendo o período compreendido entre o desembolso inicial de caixa (pagamento de materiais a fornecedores) e o recebimento da venda do produto.” Resumindo em poucas palavras, o ciclo financeiro representa o espaço de tempo que a empresa necessitará efetivamente de financeiro para suas atividades.
Hoji diz que, “o ciclo financeiro tem início com o primeiro desembolso e termina, geralmente, com o recebimento da venda. Caso haja pagamento de custos ou despesas após o recebimento da venda, é nesse momento que se encerra o ciclo financeiro”.

1.6 – CICLO ECONÔMICO

Envolve unicamente os acontecimentos de caráter econômico, vai da compra dos materiais até a respectiva venda e deixa de lado os reflexos de caixa apresentados em cada fase operacional, ou seja, prazos de recebimentos de vendas e os pagamentos dos gastos cometidos.

2 – DECISÕES FINANCEIRAS: risco e retorno

Qualquer decisão financeira é baseada na comparação entre risco e retorno. Tratar da tática financeira para o crescimento e desenvolvimento de uma empresa implica em destinar atenção aos aspectos de risco e retorno. Nas decisões de investimento dizem respeito à destinação dos recursos financeiros para a aplicação em ativos correntes (circulantes) e não correntes (realizáveis a longo prazo e ativos permanentes), deve ser considerado a relação adequada de risco e retorno dos capitais investidos.
“Os riscos existem em todas as atividades empresariais. Tudo que é decidido hoje, visando a um resultado futuro, está sujeito a algum grau de risco. Somente o que já aconteceu está livre de risco, pois é um fato consumado” (HOJI, p. 231).
A gestão de riscos é muito importante para todas as empresas, pois num mercado globalizado no qual nos encontramos hoje, um fato econômico como a crise dos EUA, provocará reflexo imediato na economia brasileira.
De acordo com Gitman e Madura em sua obra Administração Financeira: uma abordagem gerencial, no sentido mais básico, “risco é a probabilidade de o retorno real ser diferente do retorno esperado” e “o retorno é o ganho ou perda total obtida sobre um investimento em um dado período”. Há duas formas possíveis de retorno:

A mais comum é o fluxo de caixa recebido de um investimento durante um dado período. Esse fluxo de caixa é o lucro corrente recebido na forma de lucros, dividendos ou juros. Para ser considerado como lucro, deve ser recebido na forma de dinheiro ou ser facilmente convertido em dinheiro. A segunda forma de retorno é a mudança no valor do investimento. Uma mudança positiva no valor durante um dado período de costuma ser chamada de ganho de capital. Uma mudança negativa no valor é uma perda de capital. (GITMAN; MADURA, 2003, pp. 128-129)

2.1 EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Uma da alternativa da empresa para sustentar seu equilíbrio é financiar suas necessidades variáveis com dívidas de curto prazo (capital de giro, valores a receber, estoques etc), utilizando os recursos de longo prazo para financiar todas suas necessidades financeiras permanentes (exigível de longo prazo, patrimônio líquido etc).

O conceito de equilíbrio financeiro de uma empresa é verificado quando as suas obrigações financeiras se encontram lastreadas em ativos com prazos de conversão em caixas similares aos dos passivos. Em outras palavras, o equilíbrio financeiro exige vinculação entre a liquidez dos ativos e os desembolsos demandados pelos passivos. (NETO; SILVA, p. 24)

Os recursos de longo prazo devem cobrir o capital de giro permanente, deixando para o passivo circulante o financiamento das necessidades sazonais dos ativos correntes.

CONCLUSÃO

O estudo do capital de giro é essencial para a empresa, para o administrador financeiro e para profissionais que atuam na área financeira. O seu entendimento insere-se no contexto das decisões financeiras de curto prazo, envolvendo a administração de ativos e passivos circulantes. Toda empresa necessita buscar um nível aceitável de capital de giro de maneira a garantir a sustentação de sua atividade operacional. Ficou claro que quanto maior a participação de recursos a longo prazo e de CCl, menos arriscada se apresenta a política de capital de giro da empresa, ou seja, maior será sua folga financeira e menor será o seu risco de insolvência.
O administrador financeiro tem que ser capaz de atender as expectativas de crescimento do capital da empresa, operando com uma taxa de risco determinada e gerando retorno para seus investidores. E para finalizar, administração eficiente de caixa, falando de uma maneira mais simples, baseia-se em: delongar ao máximo possível, o pagamento de suas contas; administrar eficazmente o ciclo de estoque-produção, com o propósito de maximizar o giro do estoque; e cobrar rapidamente as duplicatas a receber.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LIVROS

GITMAN, Lawrence Jeffrey; MADURA, Jeff. Tradução Maria Lucia G. L. Rosa. Administração Financeira: uma abordagem gerencial. São Paulo: Pearson Addison Wesley, 2003.
HOJI, Masakazu. Administração Financeira: uma abordagem prática. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
NETO, Alexandre Assaf; SILVA, César Augusto Tibúrcio. Administração do Capital de Giro. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009.


8 thoughts on “Módulo de Gestão Financeira”

  • Maria do Carmo Gomes

    15 de setembro de 2018 at 11:13

    Faltou a letra d o representante, é 150

    Reply
    • Qualify

      16 de setembro de 2018 at 16:59

      OK

      Reply
  • María do Carmo Gomes

    15 de setembro de 2018 at 11:11

    Resposta do dia, 8/09/18

    1)50,54
    2 a) 200,00356
    B)152,800023
    C)110,01
    D)2,5% 250-100×250
    1
    25
    125
    50
    62,5
    243,75 fim obg

    Maria do Carmo Gomes

    Reply
    • Qualify

      16 de setembro de 2018 at 16:59

      Muito bem!

      Reply
  • Francisco de Assis

    8 de setembro de 2018 at 19:55

    O resultado Da questão 1 é 51,04

    Questão 2
    a) 200 + 0,00356 = 200,00356

    B) 152,80+0,00023=152,80023

    C) 100,01 + 10 = 110,01

    D) 5% de 3000 = 150

    E) 250 – 2,5% = 243,75

    Reply
    • Qualify

      8 de setembro de 2018 at 21:33

      Muito bem!!!

      Reply
  • Ricardo Henrique Silva Dantas

    8 de setembro de 2018 at 11:51

    1) 50,54

    2 a)200,00356
    B 152,80023
    C)110,01
    D)150
    E)243,75

    Reply
    • Qualify

      8 de setembro de 2018 at 18:30

      Muito bem!

      Reply

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